Abel Ferreira após Fortaleza 3 x 0 Palmeiras — Foto: Thiago Gadelha/SVM

A noite de quarta-feira do Palmeiras começou errada e terminou mais errada ainda. Diante do Fortaleza, no Castelão, o técnico Abel Ferreira tentou rodar o elenco poupando alguns titulares, e o resultado final foi desastroso: uma derrota por 3 a 0.

Para diminuir o desgaste visando o clássico contra o Corinthians, na próxima segunda-feira, às 20h, no Allianz Parque, o treinador iniciou a partida de quarta-feira com Raphael Veiga e Estêvão no banco de reservas. Nos lugares deles, Caio Paulista e Mayke foram os escolhidos.

Com isso, Gabriel Menino assumiu a condição de meia armador, Caio Paulista atuou como ponta esquerda e Mayke ficou com a vaga de Estêvão, na ponta direita.

– Entendi que o Caio poderia nos dar outras soluções interiores. Os outros não estavam no mesmo nível de prontidão. Quatro jogos com dois dias de intervalo e vir aqui jogar em Fortaleza nós optamos por mudar – explicou Abel.

– Minha decisão foi pôr o Menino de 10 na posição do Veiga e Caio na do Menino, poder jogar aberto e fechado na ultrapassagem do Piquerez – acrescentou.

Nos primeiros minutos de jogo já foi possível perceber que a configuração do time não era das melhores. A velocidade e criatividade pelos lados de campo desapareceram, e a criatividade no meio de campo também.

A situação ficou ainda mais complicada com um gol logo aos oito minutos. Naves errou uma virada de bola no meio de campo, Pikachu interceptou e logo acionou Lucero. O atacante driblou Murilo e bateu forte, no canto de Weverton, para abrir o placar.

Aos 38 minutos, Abel teve a chance de corrigir a sua estratégia, que até ali não funcionava, com um mal-estar de Gabriel Menino. Mas o treinador não acertou novamente ao escolher Flaco López para entrar em seu lugar.

O Palmeiras ficou perdido na armação de jogadas, afinal não havia nenhum jogador com características de camisa 10 em campo.

Mesmo com os problemas enfrentados, o Verdão foi para o segundo tempo no lucro com a derrota parcial de 1 a 0. Ainda havia chance de uma reviravolta, algo que o torcedor palmeirense se acostumou com Abel Ferreira.

E o português foi para o tudo ou nada durante o intervalo ao tirar o zagueiro Naves e colocar Raphael Vegia. Marcos Rocha virou zagueiro ao lado de Murilo. O Palmeiras ficou mais ofensivo e, consequentemente, muito exposto na defesa.

Se no primeiro tempo foram necessários oito minutos para sofrer o gol, no segundo foram apenas dois minutos. Pikachu achou novamente Lucero, que encheu o pé e acertou o ângulo. A tentativa de Abel, em mudar o espírito da equipe foi por água abaixo.

Aos 15 minutos, Estêvão e Dudu entraram em campo, mas o Palmeiras já não teve mais forças e nem organização para mudar o cenário. Aos 23 minutos, Bruno Pacheco “desfilou” pela ponta esquerda sem ser incomodado, invadiu a área e bateu no canto de Weverton para fechar o placar.

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