O Barcelona investiu cerca de 4 milhões de euros – cerca de R$ 24.678.000 – na produção de uniformes oficiais que foram guardados em um armazém industrial sem nunca terem sido usados, segundo fontes do jornal “El País”. A encomenda, de aproximadamente 300 mil peças, foi feita no fim de 2024, e contava com itens para as categorias profissional e de base do futebol, além das outras modalidades do clube, como basquete, rúgbi, vôlei e hóquei sobre grama.
A decisão de produzir seu próprio material surgiu durante as tensas negociações para renovar o patrocínio com a Nike. Para Joan Laporta, presidente do clube, a medida foi um plano B com o objetivo de não deixar o time ficar sem uniforme, diante da possibilidade do acordo com a marca de roupas esportivas não se concretizar. Embora Nike e Barcelona sejam parceiros desde 1998, a disputa foi acirrada. A empresa americana possuía um contrato válido, mas considerado “desatualizado” pelo clube espanhol, que exigia retomar o controle de vendas online e outros direitos.
Diante da incerteza sobre o futuro da parceria, o pedido de milhares de camisas foi feito. De confecção própria e com a logotipo da “Bilhub Tech”, que corresponde ao Barça Innovation Hub (empresa lançada pelo clube em 2017), foram produzidos cerca de 300 mil uniformes com a etiqueta autoral do clube, para jogadores e torcedores. No caso das camisas de futebol para a torcida, o preço de venda estabelecido foi de 89 euros (cerca de R$ 552).
