Após dois anos presos, policiais militares Nelson e Bruno têm condenação anulada e devem retornar às suas famílias

Dois anos após serem condenados pelo Tribunal do Júri da comarca de Foz do Iguaçu, os policiais militares Nelson e Bruno tiveram uma importante reviravolta em seus processos. Nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Paraná anulou a decisão que os levou à prisão e reconheceu que eles jamais deveriam ter sido submetidos ao julgamento popular.

Os dois policiais, integrantes do 14º Batalhão da Polícia Militar de Foz do Iguaçu, haviam sido condenados a penas de 19 e 20 anos de prisão em razão de uma ocorrência que resultou na morte de um indivíduo apontado como autor de diversos roubos e furtos na cidade.

Desde a condenação, ambos permaneceram encarcerados por aproximadamente dois anos. No entanto, a defesa recorreu da decisão e, em julgamento realizado nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça concluiu que a sentença do júri era manifestamente contrária às provas existentes nos autos, além de anular a própria decisão de pronúncia, que é a que determina que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Com a decisão, fica reconhecido que Nelson e Bruno não deveriam sequer ter sido submetidos ao júri popular. Segundo a defesa, os policiais foram tecnicamente mal defendidos durante o julgamento realizado há dois anos.

A reviravolta judicial representa o fim de um período de dois anos de prisão para os militares, que agora deverão recuperar a liberdade e voltar ao convívio de suas famílias. Além disso, a expectativa é que ambos sejam reintegrados às atividades da Polícia Militar do Paraná, junto ao 14º BPM, em Foz do Iguaçu.

O caso ganhou repercussão por envolver dois policiais militares que atuaram durante anos na segurança pública da região e que, segundo a decisão judicial desta quinta-feira, foram condenados injustamente.

Advogado comemora decisão e fala em reparação de uma injustiça

O advogado Dalledone, responsável por assumir a defesa dos policiais em grau de recurso, destacou que o Tribunal de Justiça reconheceu a gravidade do erro cometido e considerou a decisão do júri incompatível com as provas apresentadas.

Confira a declaração do advogado Dalledone:

“Os policiais militares Nelson e Bruno foram submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da comarca de Foz do Iguaçu há dois anos. Foram condenados de maneira injusta a 19 e 20 anos de prisão e permaneceram encarcerados durante todo esse período em razão de um confronto.

Eles foram absolutamente e tecnicamente mal defendidos. Hoje, o Tribunal de Justiça não apenas reconhece que a decisão foi manifestamente contrária às provas dos autos, como também anula a pronúncia. Isso significa que esses honrados homens, integrantes da gloriosa Polícia Militar do Paraná, jamais poderiam ter sido julgados pelo Tribunal do Júri.

Fica aqui a marca e o exemplo de que o júri não é para quem quer, o júri é para quem tecnicamente está habilitado. Sem sombra de dúvida, um erro ocorreu, e esse erro foi reparado.

Assumimos o caso em grau de recurso, na apelação, e agora esses homens, depois de dois anos, poderão voltar para os seus lares. São homens fardados, homens que dedicaram suas vidas para que nós pudéssemos descansar em nossas casas.
Sejam bem-vindos. A liberdade de vocês é um exemplo para que injustiças não sejam cometidas.”

A decisão do Tribunal de Justiça do Paraná marca uma nova etapa na vida dos policiais militares Nelson e Bruno, que, após dois anos de prisão, voltarão ao convívio familiar e aguardam os procedimentos para retomarem suas funções na corporação.

Vevreportagem 

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