No início da tarde deste sábado, 4 de abril de 2026, equipes da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu foram acionadas para atender uma ocorrência de furto na região central da cidade. Segundo as informações repassadas, um casal teria furtado diversas peças de carne em supermercados da área e estaria seguindo em direção à região conhecida como favela do cemitério.
De posse das características dos suspeitos, os guardas iniciaram patrulhamento e conseguiram localizar o casal.
Ao perceber a aproximação da equipe, o homem abandonou uma mochila e fugiu correndo. A mulher foi abordada e detida no local. Dentro da mochila, os agentes encontraram diversas peças de alcatra furtadas.
Enquanto a equipe se deslocava até um dos supermercados para recolher imagens das câmeras de segurança e tentar identificar o suspeito, o homem retornou ao local, aparentemente acreditando que a mochila não havia sido apreendida.
Ao notar novamente a presença da Guarda Municipal, ele tentou fugir em direção à comunidade, sendo iniciado acompanhamento a pé. Como o suspeito desobedeceu às ordens de parada, foi necessário o uso de arma de incapacitação elétrica (taser), momento em que ele caiu ao solo e foi contido pelos agentes.
Ambos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia da 6ª SDP.
Na unidade policial, segundo relato dos próprios detidos, eles afirmaram que praticam furtos com frequência em supermercados, alegando que o crime “compensa mais do que trabalhar”. Conforme a versão apresentada pelo casal, furtar seria uma forma de obter mais lucro e dinheiro no dia a dia.
A mulher também relatou aos agentes que recebe R$ 750,00 do programa Bolsa Família, sendo que, segundo ela, R$ 250,00 são destinados à compra de drogas, enquanto os R$ 500,00 restantes são utilizados para comprar mantimentos e itens para o filho de seis anos.
Ainda conforme apurado, parte dos produtos furtados, quando em maior quantidade, seria levada até a comunidade para troca por entorpecentes.
A mercadoria recuperada foi contabilizada em 19 peças de alcatra, totalizando R$ 2.074,00.
Representantes dos supermercados vítimas compareceram à delegacia para formalizar a representação criminal contra o casal. O caso ficou à disposição do delegado de plantão, que adotará as providências cabíveis em relação ao crime de furto.
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