Renan de Lorena Reus, de 32 anos, estava foragido após o feminicídio de Thaíssa Lino de Souza em Rio das Ostras; prisão ocorreu após ação conjunta das polícias do PR e do RJ.
FOZ DO IGUAÇU (PR) – Uma operação integrada entre as Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro resultou na prisão de Renan de Lorena Reus, de 32 anos. Ele é o principal suspeito do feminicídio da companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, morta em Rio das Ostras (RJ). O homem foi localizado escondido no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, na região da Tríplice Fronteira.
A captura foi viabilizada pelo compartilhamento de dados entre a Divisão de Assessoria de Informações da PCRJ (DAI) e os grupos TIGRE e DENARC, da PCPR. Após monitoramento de campo, os agentes paranaenses localizaram o suspeito em um quarto alugado nos fundos de um imóvel residencial.
Tentativa de disfarce e prisão
Durante a abordagem policial, Renan tentou enganar a equipe mentindo sobre sua identidade: alegou ser natural de São Paulo e afirmou não portar documentos. Contudo, após checagem das informações e confirmação pelas autoridades, o mandado de prisão preventiva em aberto foi cumprido.
O homem foi encaminhado à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece recolhido e à disposição da Justiça.
O crime e a descoberta
O feminicídio chocou a população de Rio das Ostras. Thaíssa foi vista pela última vez em 30 de agosto de 2025, data em que deixou de responder às mensagens de familiares. Vizinhos relatam que Renan também não foi mais visto no local a partir daquela data.
Preocupados com o silêncio de cinco dias, parentes foram até a casa do casal na noite de 3 de setembro. O padrasto da jovem entrou na residência e encontrou o corpo ocultado dentro de uma geladeira. A perícia apontou que a morte ocorreu entre o domingo e a segunda-feira anteriores à localização.
As investigações lideradas pelo delegado Mauro Gonçalves indicam premeditação e tentativa de encobrimento:
• Bloqueio de comunicação: O suspeito bloqueou contatos no celular da vítima para adiar a percepção da família e ganhar tempo na fuga.
• Isolamento do imóvel: Portas e janelas foram vedadas com fita adesiva na tentativa de conter o odor da decomposição.
Histórico de violência e provas
Juntos há cerca de cinco anos, Thaíssa e Renan haviam se mudado para Rio das Ostras três meses antes do crime. Anteriormente, quando residiam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a polícia já havia registrado boletins de ocorrência por brigas frequentes e denúncias de cárcere privado.
A autoria do crime foi ratificada por laudo papiloscópico, que identificou as impressões digitais do suspeito na cena do crime. No local, a perícia recolheu documentos, cartões bancários e objetos pessoais de Renan. O celular da vítima não foi encontrado. O processo segue em trâmite na Justiça.
Fonte: PCPR-DENARC-FOZ
