Uma mulher de 43 anos foi encontrada morta no início da tarde desta quinta-feira (9), em uma residência localizada na Rua Pandorga, na comunidade Bubas, região do Porto Meira. A ocorrência mobilizou equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar, após vizinhos acionarem as autoridades devido ao forte odor vindo do imóvel.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o corpo da moradora, identificada como Michele de Araújo, em avançado estado de decomposição, caído no quarto da residência.
Segundo relatos de vizinhos, Michele não era vista havia aproximadamente 15 dias. Preocupados com o desaparecimento, eles foram até a casa e perceberam um forte odor vindo do imóvel, acionando as forças de segurança.
Devido à grande quantidade de materiais recicláveis e lixo acumulados no quintal e no interior da residência, o acesso ao local onde o corpo estava era bastante difícil. Com autorização das equipes que atendiam a ocorrência, vizinhos auxiliaram na retirada de parte do material para facilitar a entrada dos agentes e o trabalho da perícia.
A residência foi isolada até a chegada da Polícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os procedimentos periciais. Em razão do avançado estado de decomposição, não foi possível determinar a causa da morte no local.
De acordo com o perito criminal, embora os vizinhos afirmem que a mulher não era vista há cerca de 15 dias, o estado do corpo indica que a morte provavelmente ocorreu entre três e quatro dias antes de ser encontrada. Conforme a avaliação pericial, se o óbito tivesse ocorrido há aproximadamente 15 dias, o corpo apresentaria um estágio de decomposição muito mais avançado. A causa da morte, no entanto, somente será confirmada após a realização do exame de necropsia.
Vizinhos relataram que Michele enfrentava problemas de saúde, incluindo transtornos que exigiam o uso contínuo de medicação, além de já ter sido submetida a um transplante de coração. Eles também informaram que ela trabalhava recolhendo materiais recicláveis, mas costumava acumular o material no quintal e dentro da própria residência, sem realizar a venda.
O corpo foi recolhido e encaminhado à Polícia Científica, onde será submetido ao exame de necropsia. Como Michele não possuía familiares na cidade, parentes que residem em Brasília deverão ser comunicados para realizar o reconhecimento e providenciar a liberação do corpo para o sepultamento.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado dos exames periciais para esclarecer oficialmente a causa da morte.
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